Sobre
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O mais puro espírito aventureiro, espírito este que sempre, através da história, impulsionou grandes seres humanos a buscarem novos e desconhecidos horizontes, propiciando o desenvolvimento para localidades jamais conhecidas ou exploradas, trazendo, com tal atitude o progresso para tantos seres humanos, acabou por acontecer também no Brasil.
Promover a interiorização do nosso país era um sonho de muitos brasileiros e até de alguns estrangeiros que aprenderam a amar esta terra. Tal processo se inicia com Tiradentes e os inconfidentes que em 1798 já tinham a intenção de trazer a capital do Brasil para São João Del Rei, passando pelo criador do “Correio Braziliense” – Hipólito José da Costa, que ao escapar do cárcere em Portugal, radicou-se em Londres de onde editava sua tribuna, já defendendo a instauração da capital brasileira no planalto central.
Tal idéia teve como primeiro defensor dentro do governo o ilustre José Bonifácio de Andrada e Silva que chegou a sugerir o posicionamento da cidade no paralelo 15, nas cercanias da cidade de Paracatu – MG.
Muitos outros homens de visão, através dos séculos seguintes, defenderam fervorosamente a interiorização do Brasil; finalmente, este sonho tornou-se realidade a partir de 1955, quando Jucelino Kubitscheck, então candidato à presidência do Brasil, declarou que, caso eleito, realizaria tal projeto. De fato, no dia 21 de abril de 1960 Brasília foi inaugurada.
Já em 1963, Brasília ainda não estava completamente consolidada como capital federal. Desde sua inauguração poucos eram os que se dispunham a deixar a tranqüilidade e o conforto que encontravam nas suas cidades de origem, a praia, os amigos, a família, o chopinho gelado, bons restaurantes, cinemas e outras facilidades para enfrentarem as dificuldades inerentes da implementação de uma cidade no meio do nada. Tais dificuldades iam desde a poeira, falta de habitações confortáveis, dificuldade de locomoção, problemas de abastecimento, diversão, comunicação (via rádio amador) com o restante do Brasil e do mundo. Muitos funcionários públicos se recusavam a deixar o litoral para vir para o deserto que era Brasília à época. Outros, ao contrário, vieram e fizeram de Brasília um imenso pólo de desenvolvimento brasileiro, e uma das cidades mais bonitas do mundo.
Muitos servidores públicos transferidos para a nova capital eram praticantes, em suas cidades de origem, do judô. Assim sendo, como uma conseqüência natural da união de pessoas em torno de uma atividade física esportiva, uma grupo de praticantes, buscando a legalização da prática, legitimidade da instituição, além de demonstrarem um grande amor por este esporte, criaram em 05/10/1963 a FEDERAÇÃO METROPOLITANA DE JUDÔ – FEMEJU.
Nestes quarenta anos de existência, a FEMEJU nunca deixou de cumprir suas metas estatutárias. Treze presidentes comandaram a entidade neste período, alguns cumprindo mais de um mandato. Inúmeros abnegados e, muitas vezes, anônimos colaboradores trabalharam nas diversas diretorias que foram formadas ao longo destes mandatos, tendo todos trabalhado, uns mais, outros menos, exclusivamente pelo amor a este esporte. Centenas de atletas representaram magistralmente o Distrito Federal que passou a ser um referencial neste esporte no judô brasileiro. Nossos atletas brilharam em tatames do Brasil e do mundo criando e mantendo uma tradição imensa e altamente positiva desta modalidade no DF, a ponto de ser extremamente difícil encontrarmos uma única família brasiliense que não tenha ou tenha tido pelo menos um praticante de judô, esporte este que vai muito além do aspecto apenas competitivo, tornando-se um grande aliado na complementação da educação familiar e acadêmica do indivíduo. O judô é esporte, saúde e, principalmente, educação e respeito. Respeito pelos mais velhos, pelos mais fracos, pela hierarquia, pela tradição, pelas regras estabelecidas, além da procura do bem estar mútuo.
Os quarenta anos da entidade demonstram a força e a pujança deste esporte em Brasília que hoje conta com 6.290 judocas registrados em nossa entidade! Estes números, prezados senhores, conduzem a FEMEJU à liderança em meio às entidades esportivas (federações) amadoras do Distrito Federal em termos quantitativos de atletas registrados.
Tenho a mais absoluta certeza, que de hoje a mais 40 anos, judocas estarão comemorando os 80 anos da instituição e constatando, cada vez mais, os benefícios e as conquistas da entidade e dos nossos praticantes.
Muito obrigado
Luiz Antonio Soares Romariz
Federação Metropolitana de Judô
Presidente
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