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Palavra do Presidente
02/2008 – 27/06/2008
Amigos do judô de Brasília.
No início do próximo ano serão realizadas as eleições para a presidência da Confederação Brasileira de Judô – CBJ para o quadriênio 2009/2013. Numa decisão pessoal posicionei-me pela candidatura do Dr. Francisco de Carvalho Filho, atual Presidente da Federação Paulista de Judô. Aproveitando este espaço, gostaria de esclarecer à comunidade judoísta do Distrito Federal as razões e os motivos que me levaram a tomar tal decisão.
Nas últimas quatorze edições do Campeonato Brasileiro Regional o DF sagrou-se vencedor em 12, por anos a fio é raro não termos atletas classificados em várias categorias nos campeonatos Brasileiros finais de todas as classes de disputa. Nossos técnicos responsáveis diretos por tal trabalho assim como nossos competentes árbitros nunca são indicados para eventos internacionais mesmo nas equipes de base. Por outro lado vemos técnicos e árbitros de outros estados desta mesma região e de outras regiões formando os quadros técnicos de tais comissões. Porquê a gritante discriminação? Como explicar que uma cidade-estado como Brasília, mínima em relação a população e a extensão territorial de outras cidades e estados aonde existem vários polos judoísticos sendo desenvolvidos nas diversas cidades, consiga tantos e tão bons resultados nos eventos regionais, nacionais e internacionais que nossos atletas participam? Obviamente este fato se dá pelo excelente nível do nosso judô. Como posso aceitar que este tipo de situação perdure?
Por outro lado reconheço o excelente trabalho realizado pelo Professor Paulo Wanderley na re-estruturação da CBJ e do judô brasileiro de rendimento. Ë um trabalhador incansável, disciplinado e um líder competente que soube aproveitar os recursos advindos da Lei Agnelo/Piva que destinou recursos públicos para as Confederações dos desportos Olímpicos. Mas o quê foi feito na base? Nas federações estaduais? Nada, absolutamente nada. Varias confederações destinam parte destes recursos para fomentar o desenvolvimento das federações estaduais coisa que jamais ocorreu com o judô, pelo menos que eu tenha conhecimento.
Vamos lutar uma dura guerra para chegarmos ao poder pela grande arma da democracia, o voto. Temos que dar continuidade as ações que estão efetivamente desenvolvendo o nosso esporte no aspecto do rendimento e ter a coragem de modificar aquilo que vem inviabilizando as federações estaduais, entidades responsáveis por alimentar nossas equipes representativas com judocas de excelente nível técnico e competitivo. Seria, para mim, extremamente mais cômodo e “seguro” manter-me em meio aos que apóiam a atual Diretoria da CBJ e gozam das benesses do poder mesmo que muita das vezes não concordando com os rumos dados a entidade. Não tenho medo de, sempre, democraticamente, lutar por um ideal. Também não me assustam ameaças dos que acham que discordar é ser inimigo e repelem tais discórdias com a “mão pesada do poder”.
Outro assunto que trago à baila é o número crescente de consultas que venho recebendo por parte de judocas que, insatisfeitos com a forma como a FEMEJU vem sendo por mim conduzida, optaram por procurar entidades paralelas de administração do judô. Embora absolutamente legais do ponto de vista constitucional, tais entidades estão fora do sistema desportivo brasileiro, não podendo seus integrantes, participarem de eventos regionais, nacionais e internacionais oficiais do judô, além de não terem reconhecidas as graduações outorgadas aos judocas, por não terem as mesmas a chancela da Confederação Brasileira de Judô. Nunca movi um músculo para promover, incitar ou incentivar tais desligamentos da nossa entidade; muitos destes professores ainda estão nos nossos arquivos. A volta destes é sempre muito bem vinda. Indubitavelmente, existem vários professores dotados de grande conhecimento judoístico que poderiam contribuir em demasia ao judô candango. Sejam todos muito bem vindos. Apenas esclareço, no intuito de não ser leviano, que as graduações obtidas fora da nossa entidade, a princípio, não serão reconhecidas mas serão sim, analisadas sob as normas e exigências da CBJ e da FEMEJU para outorga de faixas, a ser realizada pela Comissão de Grau da Federação Metropolitana de Judô no momento oportuno.
Por último, mas não menos importante, enalteço a excelente performance dos nossos atletas e seus professores nos campeonatos brasileiros, sul americanos e pan americanoss até a presente data realizados. Parabéns aos atletas: Vitor Hugo Tranquillini Braga – Campeão da seletiva nacional para o pan americano, Campeão Pan americano e 3° Brasileiro júnior, Vinícius Sakamoto Leal - Campeão brasileiro Júnior e 3° brasileiro juvenil, Milena Cristina Mendes – Campeã Brasileiro juvenil e 3° Brasileiro júnior, Gislaine Garcia de Araújo – Vice-campeã Seletiva nacional Sul americano e 3° Brasileiro Júnior, Bianca Rodrigues da Costa – 3° Brasileiro Júnior, João Paulo Medeiros Pegorer – Campeão Brasileiro Juvenil, Lucas de Oliveira Almeida – Campeão da Seletiva nacional para Sul americano e 3° Sul americano Júnior, Nívia de Souza Moura – 3° Brasileiro Júnior e Silvio Bezerra de Araújo – 3° mundial Máster. Respeitem o judô de Brasília!
Saudações judoístas
Luiz Antonio Soares Romariz
Presidente |